Copa do Mundo: cuidados com fogos de artifício e acidentes domésticos

Antecipação das férias, Copa do Mundo e festas juninas: 

Mantenha a alegria das comemorações sem acidentes domésticos e manuseio de fogos de artifício

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Para não acabar com a alegria mais cedo, é preciso atenção com as crianças e adolescentes e os elementos que cercam as comemorações. Apesar de amplamente utilizados no país, os fogos de artifício podem causar sérios danos a quem os manuseia. Em 70% dos casos de acidentes, ocorrem queimaduras; em 20%, lesões com lacerações ou cortes; e em 10%, mutilações, perda de visão e surdez.

A utilização dos fogos de artifício jamais deve ser feita por crianças e sim por um adulto profissional. “No entanto, diante dos riscos à saúde e à integridade física, vale repensar o uso desse tipo de material, muitas vezes de fabricação clandestina, para evitar acidentes”, alerta o pediatra Paulo Taufi Maluf Júnior (CRM/SP 21.769), do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas e do Hospital Sírio-Libanês.

O médico explica que as queimaduras podem ser avaliadas em graus de profundidade da lesão e da sua extensão. Quando restritas à superfície da pele, deve-se aplicar água bem fria à região e aliviar a dor com analgésicos, mas não se deve aplicar nada sobre o local. “Deve-se apenas manter a limpeza da área, não estourar bolhas nem remover roupas grudadas à zona afetada e recorrer a um hospital o mais rápido possível”, orienta o Dr. Paulo.

De acordo com o pediatra, em casos mais graves, como queimaduras no rosto, genitais, pés e articulações ou quando a profundidade for maior, nos casos de queimaduras de 2º grau e de 3º, ou em muitas partes do corpo, deve-se acionar o Corpo de Bombeiros.

O perigo dos acidentes domésticos também está relacionado à antecipação das férias quando as crianças passam mais tempo dentro de casa. “Deve-se ter atenção com escadas, tapetes, tomadas, medicamentos, produtos de limpeza, baldes com água, vaso sanitário, panelas no fogão, cortinas, janelas, varandas e objetos pequenos que possam ser ingeridos ou aspirados”, enfatiza o Dr. Paulo Maluf.

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