Por Mundial, Tite se inspira em sucesso e fracasso de colorados

O método da preparação do Corinthians para o Mundial de Clubes da Fifa tem o modelo definido por experiências anteriores, boas e ruins, de outros clubes na competição. Segundo o técnico Tite explicou em entrevista ao Terra nesta terça-feira, a maior influência vem do Internacional, clube no qual tem boas relações e que em 2006 brilhou com o título, mas em 2010 teve o grande revés ao ser eliminado na semifinal pelo Mazembe, do Congo.

“Fundamentalmente, (o método vem) de amigos e de relatos de amigos e profissionais que viveram as experiências, principalmente em relação ao Inter campeão de 2006 e ao Inter terceiro lugar em 2010”, afirmou Tite, que comandou o clube gaúcho no hiato entre os dois momentos, entre 2008 e 2009. Por isso, conversou com diversos personagens, que podem ajudar o Corinthians a repetir o êxito de 2006.

“Falando com pessoas ligadas ao comando do Inter, (eles tiveram) excessivos cuidados. Às vezes, você retira a intensidade e a preparação maior com isso”, analisou o treinador, que ao falar com Abel Braga, campeão em 2006, recebeu o aviso: “o primeiro jogo foi muito difícil. Emocionalmente, ele é muito forte. O segundo jogo já traz uma condição maior”.

Tite contou ao Terra que conversou com jogadores como Tinga, ex-volante colorado, atualmente no Cruzeiro, contra quem o Corinthians jogou em 17 de outubro. “Ele me deu um abraço e disse: ‘professor, lembrei do senhor. A gente não escolhe jogo e não pega confiança quando quer’. E me disse: ‘vocês continuam fortes. Foram campeões e continuam fortes. Boa sorte lá'”, contou.

A experiência também se dá pelo contato com jogadores do Corinthians que já viveram situações como as que o clube vai encarar, como Danilo e Fábio Santos, campeões com o São Paulo em 2005. Tite tem falado com pessoas de seu círculo de amizade para tentar compreender de que maneira vai lidar com a preparação para a competição, e afirmou que, apesar do semblante sereno, está tentando lidar com a ansiedade.

“Eu não sou calmo, não sou equilibrado. Procurar estar assim a cada dia. Eu busco na atividade profissional, na relação profissional, na espiritualidade estar focado e viver o dia-a-dia. Se eu ficar pensando lá frente, vai criar uma ansiedade excessiva”, analisou o técnico, que ainda disse a mensagem passada aos atletas diariamente: “preparar o Mundial é hoje, é agora, é ficar alimentando pequenos objetivos que lá na frente vão dar condição de chegar e falar: fiquem tranquilos agora, vocês estão prontos”.

 

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