Com elenco jovem, ‘Sangue Bom’ quer subir a audiência de novelas das 7

Divulgação-TV-Globo2A aposta da Globo para a próxima novela das sete é ousada: seis protagonistas jovens e um tema para lá de atual: o sucesso a qualquer preço. Sangue Bom, de Maria Adelaide Amaral e Vincente Villari, investe em uma história divertida, já que o horário pede, mas que explora os conflitos de seis jovens que em seus distintos mundos cruzam suas histórias. A fútil Amora (Sophie Charlotte), o florista Bento (Marco Pigossi), o bad boy Fabinho (Humberto Carrão), a ingênua Giane (Isabelle Drummond), a doce Malu (Fernanda Vasconcelos) e o playboy Mauricio (Jayme Matarazzo) cruzam suas vidas. No começo do mês, elenco e produção se reuniram para apresentar a novela que substitui Guerra dos Sexos a partir do dia 29 de abril. “Para quem me conhece sabe que não me empolgo fácil, mas esse elenco e essa novela estão me deixando muito feliz” disse a autora.
Assim como a trama antecessora, a novela tem a cidade São Paulo como pano de fundo. A discussão sobre sucesso fácil envolve Bárbara Ellen, vivida por Giulia Gam, uma atriz em decadência e que faz de tudo para se manter na mídia: até mesmo adotar quatro crianças para aparecer. Bárbara é inspirada em Madonna e Angelina Jolie e é capaz de dizer que seu filho Kevin, apesar de branco, foi adotado na África e toca tambor para lembrar sua tribo. A influência de Bárbara sobre a personalidade das filhas é marcante: por um lado Amora, adotada, segue os passos da mãe. Do outro lado, Malu, a única filha legítima, vai na contra-mão de tudo o que mãe pensa e faz, e inclusive abre uma ONG para ajudar crianças carentes.
Dentro da discussão sobre a futilidade como pano de fundo para o sucesso, está a personagem de Ellen Roche, a Brunétti, mais conhecida como mulher-Mangaba, um estereótipo das mulheres-frutas que andam dominando o noticiário. “É a capacidade de estarem presente na mídia sem dizerem nada. São capazes de se auto-entrevistar e mandar para os jornais” lembra Giulia Gam, em tom de crítica. O humor vai estar em alta com as presenças de Fafy Siqueira e Marisa Orth na trama, além de vermos Malu Mader num papel totalmente diferente, como uma garçonete e mãe dedicada depois de ter sido abandonada pelo marido, representado por Felipe Camargo.
Maria Adelaide Amaral quer ir além de recuperar valores que, segundo ela, andam perdidos na sociedade atual, mas também discutir a importância desses valores – e colocar na pele de seis jovens a responsabilidade de recuperar o horário das 19h, que segundo o diretor geral da novela, Denis Carvalho, “anda precisando de audiência”. Deve ter sido um recado para Guerra dos Sexos, um remake que não vai deixar saudades.

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