Chefs preparam receitas especiais para os visitantes da Expoflora

Com nomes impronunciáveis para os brasileiros, os pratos típicos holandeses agradam em cheio a todos os paladares. No Brasil, muitos deles podem ser saboreados apenas na Expoflora, em Holambra, antiga colônia holandesa que abriga, em setembro, a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina.

A culinária típica holandesa é muito saborosa e faz sucesso no mundo inteiro. Na Expoflora, maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina, realizada em Holambra, antiga colônia holandesa do interior paulista, além dos pratos tradicionais, os turistas podem sempre saborear novidades gastronômicas criadas especialmente pelos chefs para o evento, ou trazidas diretamente da Holanda, para ser incorporadas ao cardápio.

O evento acontece até 27 de setembro, de sexta-feira a domingo, das 9h às 19h. São esperados cerca de 300 mil visitantes nos 17 dias do evento, vindos de todas as partes do Brasil. Para a edição 2015, o Grupo Martin Holandesa apresenta o Vis Holand (peixe holandês) nas versões Vis en Friet (peixe frito) e Zure Haring (feito com a sardinha fresca maturada e, como sobremesa, torta Holand Stroopwafel (a torta que conhecemos como holandesa com a massa da bolacha Stroeopwafel).

Tem também o Bavaroise Stroopwafel (mousse de creme de leite com chocolate branco e pedaços de stroopwafels, coberto com caramelo), e o Dutch Champignons (suculentas tiras de contra filét ao molho de cogumelos holandeses e stampot com escarola e bacon). Já o restaurante Casa Bela traz o Kabeljauw, uma receita de bacalhau desfiado com pimentão, azeitonas e coberto por um delicioso purê de batatas.

Curiosidades

Não apenas de carne de porco, batatas e salsichões vive a culinária holandesa. Graças aos diques e moinhos, a Holanda dominou o mar e, hoje, possui grande parte de seu território abaixo de seu nível. Os holandeses também foram grandes navegadores, por isso, influenciaram e foram influenciados por diversas culturas de todo o mundo. Essa relação dos holandeses com o mar não poderia deixar de refletir na gastronomia, com a presença de peixes e frutos do mar em diversos pratos. O Kabeljauw (bacalhau desfiado com pimentão, azeitonas e coberto por purê de batatas).

O Vis en Friet (peixe frito com batata), nas cidades de Amsterdam, são comercializados em trailers (food trucks) juntamente com o Zure haring. Ele tornou-se popular na Holanda em meados do Século XVII. A história conhecida de peixe com batatas fritas teve início por volta de 1680, nas cidades de Namur, Andenne e Dinant, onde os peixes eram pescados em rios.

Como era arriscado pescar nos períodos de correntes altas e de geadas, a alternativa era cortar as batatas na forma de peixes pequenos e fritá-las em óleo para simular para as crianças que eram peixinhos. Esta história vem do historiador belga e gastrônomo Jo Gérard. Na Expoflora, o Vis en Friet será oferecido com o mesmo peixe usado na Europa, o Cod Fish, acompanhado de batatas fritas de 7mm e molhos tártaro, de alho e de cebola, em pratinhos descartáveis personalizados, estilo Fast Food.

O croquete – kroketten – é uma invenção holandesa, introduzida nos Países Baixos no começo do século X. Ele é feito à base de carne de frango desfiada temperada com salsinha, cebola e limão. São muito comuns na Holanda, onde também são servidos como recheio em pãezinhos. Acompanhados por batatas fritas, formam a refeição rápida mais popular da Holanda.

Poffertjes (fofinhos) é um doce tradicional na Holanda, apreciado naquele país, pelo que se tem notícia, desde 1795. O poffertjes, na verdade, foi criado na França, de onde praticamente sumiu nos dias atuais. A receita vem da época de Napoleão, quando houve escassez de farinha de trigo e sobrava trigo sarraceno. Como os conventos faziam hóstias com água e trigo, as freiras começaram a experimentar receitas alternativas e, assim, surgiu o poffertjes. Nessa época, Napoleão dominou boa parte da Europa, inclusive a Holanda, e os cozinheiros de suas tropas e os mercadores vendiam os poffertjes e sua receita. Com o passar do tempo, a França esqueceu essa delícia e a Holanda acabou ficando famosa pelos docinhos. Na Holanda, os poffertjes são vendidos em pratinhos descartáveis, em banquinhas colocadas nas ruas. Trata-se de uma espécie de minipanqueca coberta com manteiga e açúcar (tradicional) ou com morango e chantilly.

Pannekoek (fala-se panecuque) está para os holandeses assim como a pizza para os brasileiros. Considerado um das receitas mais consumidas na Holanda, o prato, que pode ser brasileiramente explicado como: uma panqueca aberta com recheio incorporado à massa e gratinada com queijo gouda.

O stroopwafel originou-se na cidade de Gouda, na Holanda. Foi feito pela primeira vez no início de século XIX por um padeiro, com as sobras de diversas bolachas da produção (migalhas) adoçadas com caramelo. Atribui-se a invenção do stroopwafel ao padeiro Geraldo Kamphuisen, em 1810, ano em que abriu a sua padaria. No início do século XIX, havia cerca de 100 padarias que faziam o caramelo de waffle em Gouda, que foi a única cidade a produzir a bolacha até 1870. Depois dessa data, o biscoito também passou a ser feito em festas e nos mercados de outras cidades. No século XX, as fábricas começaram a produzir os stroopwafels, permitindo que esse tradicional biscoito holandês ganhasse o mundo. No entanto, até hoje, são produzidos artesanalmente em tradicionais feiras abertas de rua na Holanda e na Expoflora.

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