“Aviões”: mais um sucesso da Disney

“Aviões”, que foi lançado sexta-feira (13) nos cinemas, faz lembrar “A Corrida Maluca”, com pequenas diferenças. Em primeiro lugar, a competição do filme ocorre no ar, e não em terra.  Na trama, Dusty (Jon Cryer) é um avião do interior que, apesar de seu medo de altura, sonha em participar da maior corrida aérea do mundo. Com a ajuda e o apoio de sua frota, Dusty enfrenta seus medos para encarar o desafio de sua vida e se tornar um campeão.

avioesO filme de animação “Aviões”, da Disney, estreia neste final de semana no Brasil com a voz da cantora Ivete Sangalo.
Se filme de animação faz qualquer um viajar, o que dizer de uma produção em que os protagonistas são aviões? Dusty é um pulverizador de plantações que realiza o sonho de participar de uma corrida aérea em volta do planeta. Ele faz amigos de diferentes culturas e é confrontado com os próprios limites.
Aviões, o mais novo filme da Disney, derivado de carros, foi feito pela Pixar, mas não tem o dedo da empresa, comprada pela própria Disney em 2006. A animação levou quatro anos e meio para chegar às telas.
Tudo começou com uma longa pesquisa. No interior dos Estados Unidos, o roteirista encontrou um velho caminhão que serviu de inspiração para um personagem. Tinha ferrugem e uma marca que parecia um sorriso. Foi tudo incorporado no desenho.
Os desenhistas tiveram um grande desafio: eles eram da equipe que fazia os filmes da fada Sininho e tiveram de se adaptar aos aviões, atendendo a uma exigência do diretor. “Se na vida real, as asas não dobram e os pneus não têm vida, nós não fazemos isso no filme. Como os aviões não têm mãos, quando precisamos que um entregasse alguma coisa para o outro, tivemos de usar a sparky, que é uma empilhadeira”, diz Arturo Hernandez, desenhista de storyboard.
Um dos maiores desafios da equipe foi humanizar os aviões que, ao contrário de pessoas e animais, têm movimentos muito restritos. A saída foi carregar nos movimentos dos olhos, da boca e da suspensão. São esses três movimentos que expressam as emoções dos personagens.
Klay Hall, o diretor do filme, contou que aprendeu com o chefe, o famoso diretor John Lasseter, que tudo pode ser animado. “Qualquer coisa pode ter coração, alma e personalidade, inclusive máquinas. O essencial é ter uma boa história, com personagens interessantes, não importa o tema”, diz.
Em aviões, um programa ajuda a produzir os movimentos em 3D, preenchendo o espaço entre um desenho e outro. Mas a criatividade continua sendo o maior trunfo.
Em busca de uma boa bilheteria, a versão brasileira terá Ivete Sangalo como a voz de Carolina Santos Duavião, um “avião menina”, digamos assim. “Mas é lindo. A gente vai fazendo e vai criando um carinho. Eu só imaginando meus sobrinhos, meu filho, os filhos dos meus amigos, meus fãs assistindo. É muito delícia”, diz Ivete.
Na dublagem, é difícil sincronizar. Os atores gravam cada frase 18 vezes. Esse é apenas um detalhe de um mercado bilionário que mexe com a imaginação do público e não para de se renovar.

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